Começamos logo em pequenos a não assumir os erros, está na
nossa natureza. Terás dito em tenra idade coisas como lavaste as mãos ou
limpaste bem o rabinho (e estarem encardidos), que não tens trabalhos de casa (apesar
da professora os ter passado), que foi um amigo teu que chutou a bola contra o vidro da
janela do vizinho (mas eu é que vou ter que pagar) e, fazendo a ponte para hoje
quando estiveres a ler isto, que o outro é que foi o culpado do teu carro ir
para a sucata (mas o seguro só vai pagar a reparação dele e não a tua). O que
aprendi do alto dos meus 34 anos (equivalentes a 20 e poucos numa mulher em
termos de maturidade – não é um erro mas um facto) é que vais errar muito e
vais mentir muito sobre esses erros. Pior, vais ter uma tremenda dificuldade em
pedir desculpa pelo erro. Muito importante assim cinco coisas. Primeiro
aprender a assumir o erro. Segundo aprender a pedir desculpa pelo mesmo.
Terceiro, aprender alguma coisa com o erro. Quarto, aprender com os erros dos outros para não os fazeres. Quinto e não
contraproducente com o Quarto - não ter medo de errar - a propósito sobretudo
de ideias de negócio (tentar beber uma grade completa de “Mine’s”
sem urinar, saltar da ponte de Vila Franca todo nú e bêbado, fazer a barba com uma faca, andar com duas miúdas ao mesmo tempo e
não saberem uma da outra, entre outros que te poderei enumerar, não são erros que integrem esta
categoria).
(Provavelmente ainda vai existir este sistema operativo quando perceberes de computadores. Quando o teu pai começou a mexer em computadores, 97% tinham este sistema operativo e erros era coisa que não faltava)
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